Primeira Mostra de Modas Congonhas: uma noite que entrou para a história do comércio da cidade
Atualizado: há 5 dias
Evento promovido pela ACISC reuniu empreendedores, profissionais da moda e convidados em uma noite marcada por beleza, reconhecimento e valorização do comércio de Congonhas
No fim de setembro, Congonhas viveu uma noite daquelas que permanecem na memória. O palco do Teatro Dom Silvério se transformou em uma grande vitrine do talento, da criatividade e da força empreendedora da cidade durante a realização da Primeira Mostra de Modas Congonhas, uma iniciativa da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Congonhas (ACISC), realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, da Prefeitura de Congonhas e com o apoio de Laura Zigler.
Mais do que apresentar tendências, roupas e acessórios, o evento revelou a força de um setor que cresce, se reinventa e conquista cada vez mais espaço no comércio de Congonhas. Foi uma noite para celebrar quem empreende, quem acredita na cidade e quem transforma sonhos em negócios.
E o comércio brilhou.
Cada detalhe da noite ajudou a construir uma atmosfera especial. A ornamentação, assinada por Geraldo Callefi e sua esposa, Janaína Callefi, transformou o espaço em um verdadeiro espetáculo, criando o cenário perfeito para uma celebração que tinha como principal protagonista o empreendedor de Congonhas.
Marcas de diferentes segmentos participaram da mostra
A diversidade de segmentos foi um dos destaques da Primeira Mostra de Modas Congonhas. Lojas e empreendedores locais apresentaram suas coleções, produtos e estilos, mostrando a variedade e a capacidade do comércio da cidade.
Na moda infantil, participaram Cristina Modas, Real Bijoux, Geração Reluzente, Nina Kids e Marrytas.
A moda masculina foi representada por BK e Edy Story, enquanto o segmento de moda praia contou com Samfit e Estilosa Modas. Já a moda fitness teve a participação da Samfit.
O universo da moda country esteve presente com a Soberania Country.
Na moda feminina, participaram Val França, Mistura Feminina, Use MF, Arpoador, Lírio Store, BK, Shine, Estilosa Modas e Edy Story, levando para a passarela diferentes propostas, estilos e tendências.
O segmento de joias e semijoias também ganhou espaço na noite, com a participação de Yellow, Relicário, Delicatta Semijoias e Jussara Semijoias. A Arpoador Acessórios completou a participação do segmento de acessórios.
Além da moda, a mostra também abriu espaço para o artesanato e para o trabalho associativo, ampliando ainda mais a representatividade do comércio e da economia criativa local. Os estandes receberam trabalhos da Associação Uniarte e da Associação Lar Comunitário Operárias de São José, que apresentaram seus produtos e contribuíram para a diversidade da programação.
A presença dessas associações reforçou uma mensagem importante da noite: o desenvolvimento econômico de uma cidade é construído por diferentes segmentos, talentos e iniciativas que, juntos, movimentam a economia e fortalecem a identidade local.
Histórias que inspiram
Entre os momentos de destaque esteve a participação de David Maia, estilista nascido e criado em Congonhas e que atualmente vive em Belo Horizonte. Ao compartilhar sua trajetória no universo da moda, David mostrou que os sonhos podem nascer em uma cidade do interior e ganhar novos caminhos, sem jamais perder a conexão com suas origens.
Sua presença teve um significado ainda maior: apresentar aos congonhenses a história de alguém que saiu daqui e construiu sua trajetória profissional no mundo da moda, tornando-se também uma inspiração para aqueles que estão começando.
A noite contou ainda com a presença de Érica Antunes, consultora de imagem, que falou sobre sua alegria em testemunhar aquele movimento acontecer. Para ela, iniciativas como a Primeira Mostra de Modas Congonhas demonstram que a cidade possui potencial e que existe espaço para que o comércio local continue avançando.
E talvez essa tenha sido uma das grandes mensagens da noite: Congonhas tem potencial.
Potencial para empreender. Para criar. Para inovar. Para consumir e valorizar aquilo que é produzido e comercializado aqui. E, principalmente, para construir um comércio cada vez mais profissional, diversificado e preparado para atender às novas demandas dos consumidores.
Em sua fala, Magno Queiroz Dias, presidente da ACISC, destacou que aquela noite só foi possível porque os empreendedores acreditaram na proposta e decidiram fazer acontecer. A afirmação traduz a essência do evento: uma iniciativa construída por muitas mãos e movida pela disposição de quem acredita que o desenvolvimento econômico também nasce da união.
Ao reforçar a importância de uma associação comercial forte, Magno lembrou que o crescimento do comércio passa necessariamente pela capacidade de seus empreendedores se unirem, trocarem experiências, criarem oportunidades e ocuparem espaços.
“A Primeira Mostra de Modas Congonhas representa justamente isso.Representa um comércio que não quer apenas vender, mas também se apresentar, se profissionalizar, criar experiências e mostrar à própria população a riqueza que existe dentro da cidade”, disse o presidente.
Ele ainda acrescentou que “eventos dessa natureza são importantes porque aproximam comerciantes e consumidores, fortalecem marcas locais, estimulam novas parcerias e ajudam a movimentar toda uma cadeia econômica. Quando o comércio cresce, outros setores também são impactados: serviços, comunicação, eventos, produção, beleza, gastronomia, fotografia, decoração e tantos outros profissionais que fazem a economia local acontecer”.
A Primeira Mostra de Modas Congonhas deixa, assim, uma marca especial na trajetória da ACISC. Uma noite que não terminou quando as luzes do Teatro Dom Silvério se apagaram, porque aquilo que foi construído ali vai muito além de um desfile ou de um evento.Fica a memória de uma noite em que Congonhas se viu, se reconheceu e brilhou através de seus próprios empreendedores. E fica também a expectativa de que essa seja apenas a primeira de muitas outras iniciativas capazes de fortalecer, movimentar e valorizar cada vez mais o comércio da cidade. Porque quando o empreendedor acredita, quando as instituições apoiam e quando a cidade abraça a ideia, o desenvolvimento deixa de ser apenas um projeto e passa a acontecer diante dos nossos olhos.
Texto: Letícia Tomaino
Fotos: Taís Campos
















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